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Artigos(blog) / Som Analógico X Digital

Qual é melhor? : Vinil tape X CD, SACD e arquivos digitais

Destacamos aqui alguns trechos de bate-papos entre amigos no HTforum comentando sobre diferenças entre o áudio analógico (vinil, tape) e digital (CD, HDCD, SACD e mídias de computador)

Atualizado em 10/5/2017


Qual é melhor? : Vinil  tape X CD, SACD e arquivos digitais
texto de MAGUS (nick) ou mr. Cesar, RJ

post#1...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/
" Caros amigos!

Ontem pude participar de uma audição comparativa fascinante, e que se deu da forma mais insólita...

Começou com um convite do nosso querido Zé Carlos para visitar sua casa, o qual não pude recusar, apesar de convalescente de uma amigdalite, que me derrubou por três dias com febre de 38 graus. Já a algum tempo estava devendo uma visita ao Zé, para mostrar-lhe algumas das minhas novas aquisições em CD.

Chegando lá, conversa vai conversa vem, comentei com o Zé o espanto (lembrem-se que sou novato nessa brincadeira de áudio) que havia me causado constatar, nas páginas da Hi-FI News de julho de 2004, que na seção de gravações audiófilas recomendadas haviam 9 títulos, TUDO EM VINIL: não havia NENHUM em CD, HDCD, SACD, DVD-Audio, XRCD e outras tantas siglas...Confessei que estava curioso. E lá foi o Zé catar um LP de jazz gravado pelo processo ?direct cut? ( a matriz do LP é sulcada no mesmo exato momento da performance no estúdio: é como se a própria matriz fosse a fita master original).

Estavamos ouvindo as Magellan empurradas pelo bel canto eVo 2, ligado ao pre Audiopax Model Five. As fontes eram o Opus 21 CD player e TD Thorens de 3K + pré de phono Thorens de 0,5K + capsula Grado de 100 ?doletinhas?. Energia tratada por um estabilizador da monster (custo de 4-5k por estas nossas terras).

Bem, quando o LP começou a tocar...meu queixo veio ao chão! O que era aquilo ali na minha frente meu Deus??? Um som denso, relaxado, de uma musicalidade ímpar! Uma reprodução de harmônicos soberba, recriação da ambiencia de forma magistral, textura de babar e uma dinâmica...QUE DINÂMICA. Somente ontem eu fui entender de onde vem o real sentido da expressão ? Graves viscerais?

Enfim: o Vinil, tocado por um equipamento Hi-Fi, tinha dado uma bela surra no CD, tocado por um aparelho High-End. Mas ainda não era nocaute...

Ele foi lá então e pegou um singelo LP da Rita Lee, uma gravação comercial. Pudemos comparar ?Jardins da Babilônia? em CdvsVinil: pessoal, foi um massacre! O som do CD chapado, comprimido, metálico, sem vida. O som do LP cheio, arejado, impactante, dinâmico...
Aí eu apelei: agora eu quero ouvir Beatles. Outra surra.

Daí fomos comparar algumas gravações de piano solo, e felizmente, haviam algumas gravações espetaculares comigo que resgataram um pouco a honra do CD:
Chopin-Polonaises-Leonskaja (Teldec 4509-96532-2)
Bach-Goldberg Variations-Murray Perachia ( Sony Classical SK 89243)

Essas aqui também fizeram bonito no CD, sendo que a última conseguiu chegar perto no quesito ?impacto nos graves?: mas aí é música eletrônica, é preciso dar um desconto:
Relaxin? With the Miles Davis Quintet (Prestige 7129)
Ibizarre ? The Ambient Collection Vol 3 (WSMCD027)

Mesmo assim, nas gravações de Piano solo, nenhuma em CD que ouvimos foi capaz de recriar a ambiencia como o LP o fez. Nessa capacidade o LP ainda está bem à frente do CD...

A moral da história para mim foi a seguinte: ainda bem que eu nunca tive uma coleção grande de LPs e toda minha coleção de músicas foi montada em CD, a partir de 1988, ano em que ganhei meu 1o CD Player dos meus pais.

Se eu tivesse uma grande coleção de LPs e dela tivesse me desfeito após a chegada da mídia digital, eu tenho certeza que iria estar profundamete frustrado no dia de hoje por ter feito tamanha besteira. Principalmente se esta coleção estivesse recheada de gravações comuns, selecionadas pelo melômano que temos dentro de cada um de nós. Eu ia estar me rasgando todinho se tivesse me desfeito dos meus Lps dos Beatles para trocar por CDs.

A segunda conclusão do dia foi a seguinte: não importam o que digam os números sobre a limitação da faixa dinamica do LP (nesses Direct Cut chega a 80dB, mas em geral está limitada a 50-60dB), sobre a relação sinal/ruído, THD, separação de canais...

O LP tem mais resolução que o CD. Ou seja, para os que perseguem a alta fidelidade, é uma mídia ainda imbatível.

As desvantagens, para mim, vêm:
1) da dificuldade em achar LPs novos ou em bom estado de conservação das músicas que gostamos
2) da pouca praticidade da mídia. Há que se ter um cuidado extremo com a mesma, pois até uma agulha meio vagaba pode estragar os delicados sulcos do vinil
3) limpá-lo para fazerem os plics o plocs desaparecerem é dureza. Já tem até uma máquina de mil doletas sendo comercializada para isso lá nos states
4) não dá para mudar de faixa sentado na poltrona, não tem repeat etc...

Gostaria de agradecer ao Zé e sua esposa Tininha pelo convite, pela como sempre impecável recepção , e pela oportunidade de desfrutar de algumas horas de suas companhias, curtindo tão belas músicas.

Um forte abraço a todos!  "


post#7...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/#post-278842
"  Eu sempre advoguei essa causa.
Embora o que mais aborreça no vinil é a necessidade contínua de limpeza, eu nunca me desfiz de minha coleção de vinis.

Preciso é de uma máquina de limpeza como aquela VPI 17HWF, uma nova agulha moving-coil como a Shelter 501, e um bom pré de phono como o Whest 2.0.
E novos horizontes sonoros despontarão na redescoberta de uma coleção inteira de lps.
Como hoje em dia o que impera é a praticidade, o cd encontra-se temporáriamente imbatível.
As novas gerações mostram uma mudança cultural. Baixar música da internet em mp3 é a nova mania.
iPods e clones surgem por toda a parte.
Meu filho prefere baixar as músicas, e ouvi-las em mp3 com um headphone conectado ao computador ao invés de procurar o cd.
Por ele estar em um processo de descobrimento musical, onde uma overdose de informação musical acabaria sendo até prejudicial para a formação de seu gosto musical, acabei contendo meu entusiasmo e deixando que ele me mostre as coisas que descobre, ao invés do contrário, dessa forma creio que o processo terá muito mais valor.  " Texto de Predo-RJ


post#12...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/#post-279009
"  Pessoal como o amigo rafael falou fica dificil compararmos LP com CD diretamente, vai variar muito de que maneira e cuidado so de remasterização foi feito. Muitos discos foram remasterizados aos montes na troca do LP para o CD. E com os engenheiros ainda pensando no som "analogicamente".
Com certeza existem muito LPs de exelente qualidade. Tudo depende do engenheiro.
Mas nada que um bom CD ñ consiga reproduzir igual ou melhor. E facilidade, fidelidade e livre de ruídos acaba pesando muito para o seu lado, NMO.
Tenho uma reportagem sobre os LP onde apos uma analise se constatou que os LP tem um boost de 3 db no fim do espectro. Fazendo com que soem mais espaçoso e aberto. Muito legal a reportagem. Quem quiser manda uma mp com o mail que mando ela.
Acho complicado dizer a esse é muito melhor que o outro. Vai depender muito da gravação e do cuidado e competencia do engenheiro, e no LP o sistema é muito mais critico. Agora em termos de midia propriamente dita considero o CD superior.
Abraços  "  Texto de Fazambuja


post#13...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/#post-279121

"  E aí fazambuja, tudo tranquilo?
O meu ponto fazambuja, é: veja o custo do player e o custo do conjunto usado como TD.
E ainda assim o desempenho do CD só conseguiu chegar perto com gravações escolhidas a dedo! Nas gravações comuns (eu citei os exemplos da Rita Lee e Beatles, mas ouvimos muito mais coisa), foi covardia!

Há que se considerar que a reprodução em vinil é uma tecnologia centenária, ao passo que o CD tem somente cerca de 25 anos de evolução. Será que o que temos hoje já é o máximo a se extrair de um CD?
O grande problema, e a grande solução : interpolação.

Não tem como interpolando dados entre amostras colhidas você ter a mesma fidelidade de reprodução do som original do que a obtida por um disco "direct-cut" em vinil 180 ou 200g, como alguns dos que ouvimos. E se a gravação não é 100% fiel, nada mais o será, nem com equipos de 2milhões de dólares em uma sala com energia cristalina oriunda de baterias e com acústica "ideal". Quem consegue me mostrar menos caminhos entre o sinal original e sua gravação na mídia do que este método "direct-cut"? Os Japas que aprimoraram o conceito que vem lá do início da tecologia do vinil não são bobos não:D

A reprodução de eventos musicais ou acontecimentos sonoros, é uma tecnologia que ainda está na fase do simulacro.
Sendo um simulacro, a mídia que consegue simular melhor os eventos originais, não importam quais sejam os números, ainda é o vinil.
Antes de ouvir, eu pensava como você. Abraços a todos!   " Texto de MAGUS


Post#16...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/#post-279203
"  
Cesar,

 Ref. comentário anterior: ´´...Não tem como interpolando dados entre amostras colhidas você ter a mesma fidelidade de reprodução do som original do que a obtida por um disco "direct-cut" em vinil 180 ou 200g, como alguns dos que ouvimos...´´

Mas o problema é que esta interpolação não faz parte da aquisição dos dados. Os dados podem ser adquiridos em "raw data" e podem até ser gravados assim, se o equipamento de estúdio permitir, para só depois converter para PCM. No entanto, como o que está sendo adquirido vai ser gravado no CD/DVD/DVD-A, o próprio equipamento (Pro-Tools ou assemelhado) em geral, para ficar mais barato, usa conversores A/D que já gravam no HD em formato PCM, que não usa interpolação, no entanto. O PCM com interpolação é o que vai gravado no disco, após a conversão do PCM 2x16bits para 1x588 bits pelo código EFM (pra conseguir recuperar os erros de leitura do laser, daí usa-se interpolação, entre outros métodos).

O CD tem poucos bits e baixa taxa de amostragem, esse é seu problema e o que o faz perder para o analógico nos casos de boas gravações E boas prensagens E cápsulas boas E TDs bons E pré-amplificadores de phono bons E usuário com muito saco ! 

´´ Quem consegue me mostrar menos caminhos entre o sinal original e sua gravação na mídia do que este método "direct-cut"? ´´

Tenho uma curiosidade: se o corte foi direto, teóricamente sem nada no meio do caminho entre o console de mixagem e a agulha de corte, quem foi que aplicou a curva RIAA ??? Ora, a menos que o disco seja fora do padrão, tinha um equalizador RIAA antes da agulha, certo ? Então, acabamos por ter a mesma quantidade de elementos eletrônicos que se usássemos os gravadores de rolo com vel. de 15 pol/s e fita de 1/4 pol. e até 1/2 pol que geravam as fitas master em gravação direta, e LP não soa melhor que uma fita dessas em um Revox ou Ampex de masterização, de jeito algum.

´´a mídia que consegue simular melhor os eventos originais, não importam quais sejam os números, ainda é o vinil...´´


Pra mim eram as antigas fitas de rolo de masterização, como disse, cujo desgaste era menor e não tinha que ficar limpando disco e agulha. Só era mais difícil de achar a música e muito de vez em quando tinha que limpar as cabeças com um cotonete e álcool isopropílico...
Eu continuo achando que o SACD com um sampling de mais de 10 MHz é o que resolveria o problema dos audiófilos, pois 2,8 MHz é muito pouco para um sistema de 1-bit ter a mesma resolução do LP em altas freqüências, até DACs sigma-delta de CD rodam a 50 MHz no estágio de conversão para 1- bit, e como o pessoal já disse, são as altas freqüências que dão essa sensação de ar e ambiência. Tente ouvir o mesmo LP com um bom filtro passa-baixa de somente 6dB/oitava cortando em 15kHz e vc vai ver que a magia do LP vai embora. Ou desligue o supertweeter de uma Tannoy. :D
Eu acho que por mais que o CD evolua, só com pelo menos os 20 bits do HDCD o som ficaria mais natural. A limitação de freqüência já é razoavelmente resolvida com oversampling.
Aproveitando que se falou de Beatles, se não fossem os gravadores de rolo (de 2 pistas) eles não teriam podido demonstrar nem metade de sua genialidade, pois gravavam mais de 4 sons diferentes por canal, tem músicas (como "I am the walrus") onde há mais de 10 sons de fontes diferentes nos 2 canais, sendo que o "console de mixagem" só tinha 4 canais. Logo, eles faziam som-sobre-som, ou seja, gravavam, voltavam a fita, gravavam por cima, e gravavam de novo... E foram o primeiro grupo a usar reverb na bateria (cercavam o Ringo com uma parede de tijolos pra dar eco).
Abração,
C.A.  " texto de Carlos Camardella



post#20...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/#post-279237
"  Além do que o CA disse, gostaria de dizer que esse tipo de comparação é impossível sem uma análise prévia do material a ser ouvido. Estamos totalmente na mão dos "engenheiros de som" que produzem os CDs. Vou ilustrar com um único exemplo, mais do que suficiente... nada menos que "Help", dos Beatles, faixa 1 do segundo CD da coletânea "The Beatles", de 1993, gravada originalmente em 1965 e remasterizada em 1988 (ver anexo). A dinâmica da gravação é ridícula: 20 dB. Fora isso, na forma de onda há vários picos clipados.

Tenho um grande número de exemplos aqui... em CDs de música popular/rock/jazz de qualquer tipo é muito difícil encontrar faixas dinâmicas maiores que 40 dB... ora, um LP novo sem grandes cuidados está por aí, entre 40 e 50 dB... O CD de uma das melhores gravações que eu tenho, o Quinteto a condas em ré maior K.593 de Mozart, da Calliope, um disco premiadíssimo, com aproximadamente 74 dB de dinâmica, tem amostras clipadas...:(

Enfim, a única coisa que tenho a dizer é que NMHO é impossível concuir qualquer coisa sem uma prévia seleção e análise do material a ser ouvido, especialmente os CDs.  " Texto de Dennis


post#22...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/page-2#post-279239
"  Oi Fernando! bom, desde que apareceu que o CD viveu cheio de problemas.
Os primeiros foram os seguintes:

1-Por limitações tecnológicas (leia-se economia de $$$), nos primeiros anos de seu lançamento o CD era gravado só com 14 bits (!!!), e se aplicava compressão analógica para que a faixa dinâmica das fitas master coubesse no CD.

2-Usava-se um DAC mono, logo não atuava ao mesmo tempo para os dois canais. Era feito um toggle entre os sinais enviados ao DAC pelo decoder EFM e o chip receiver, logo havia um delay entre o canal esquerdo e direito.

3-Sem oversampling, a atuação do filtro passa-baixa do tipo brickwall gerava forte ringing nas freqüências audíveis.

4-Por causa da baixa qualidade do estágio de saída e do brickwall, usava-se pré-ênfase na gravação do CD (equalização com reforço dos agudos), o que obrigava a se ter um circuito de de-ênfase no player, prejudicando ainda mais a qualidade do áudio quando este atuava. 

5-O clock era péssimo...

Hoje, nenhum desses problemas precisa existir mais, e o som dos CDs bem gravados melhorou estupidamente. 

Porém, do jeito que a coisa caminha para o MP-3 e compressões "psicologicamente" sem perdas, acho que ainda vamos sentir saudade do CD de 14 bits...

´´Quanto ao SACD, sabe de um artigo além daquele comentando sobre este dito defeito? e quais seriam as perdas sonoras reais?´´

Dá pra deduzir direto das equações dos conversores sigma-delta, se vc tiver paciência. Sistemas de 1-bit tem uma curva gaussiana de probabilidade (no caso, a do bit em questão pegar o sinal de áudio) muito pior se comparada a um bom sistema multibit, logo os transitórios rápidos e ruídos espúrios do ambiente (do tipo impulsivo) não são bem representados por um sistema 1-bit a menos que a freq. de amostragem seja muito alta. Prova disso é que nenhum instrumento digital de precisão (como um osciloscópio de 100MHz, p. ex.) usa ADCs 1-bit. Vou dar uma fuçada e ver se acho algo interessante sobre isso prá você, de fácil digestão. 

´´Mas uma coisa temos que concordar que 96hz/24bits é uma otima ferramente de marketing é.´´

Sim, mas o uso de uma freq. de amostragem maior sempre traz benefícios com relação à naturalidade da reprodução, pois se perde menos amostras, reduzindo o picotado da onda reconstruída, e isso se assemelha a um sampling rate infinito, como o que acontece dentro do nosso ouvido. :D 

Já o uso de mais bits só traz hoje melhoras se for para aumentar a densidade da amostra, mas por compatibilidade usa-se os bits adicionais para aumentar a gama dinâmica, o que muito provavelmente não adianta com a tecnologia eletrônica atual, que mal passa de 100dB de sinal ruído...
 
Dennis,
´´  A dinâmica da gravação é ridícula: 20 dB. Fora isso, na forma de onda há vários picos clipados. ´´

Você está absolutamente certo !
A diferença é absurda mesmo para gravações pop em LP. Tenho um LP da Madonna (americano, gravação muito boa, álbum "True Blue"), que dá uma sova no CD correspondente, e pelo que se vê na tela do micro deve ser excesso de compressão mesmo. Como gravo muito CD coletânea e já passei muito LP pra CD, na hora de normalizar é que a gente percebe as diferenças, chega a ser ridícula a diferença das gravações POP modernas para as mais antigas, até daqueles LPs de novela da Globo com som bem fraquinho...

Tem CD que a música extraída é tão comprimida e tão clipada que o gráfico do .wav parece um cano reto na tela do computador...

Abraços, C.A.  " Texto de Carlos Carmadella



leia também os posts abaixo para maiores detalhes...:
post#23 - sobre artigo do John Atkinson
post#31 - sobre comparativos LP 180g, LD, CD, etc. 


"  Prezados amigos

Gravações bem feitas e mal feitas existem em qualquer processo de gravação. As gravações em mídia digital já tiveram seus momentos ruins mas com a evolução tecnológica isto está hoje superado e, na minha opinião, não há o que justifique tecnicamente a superioridade da gravação analógica (LPs) sobre a digital (CDs). A experiência na casa do José Carlos foi muito interessante mas não podem servir de uma base definitiva para afirmação da superioridade da gravação analógica sobre a digital, é antes um caso particular. 
Vejam que interessante aconteceu na experiência feita na casa do José Carlos; pelo que me consta foi utilizado um amplificador digital EVO2 que tem embutido em seu bojo um conversor análogo/ digital do tipo Sigma/ Delta ( o mesmo usado para obtenção dos SACD). Então, o maravilhoso som analógico ouvido dos LPs foi digitalizado pelos EVO2 pelo método de modulação igual ao dos SACD e que está recebendo críticas de que não presta. 
Ninguem percebeu que o som dos LPs foi "deteriorado" pela presença do EVO2. Se esta degradação não foi ouvida porque as gravações em SACD ou DVD-A ou mesmo as modernas gravações em CDs standard estariam degradando o som da reprodução analógica? 
Sou um fão incondicional da amplificação digital e voces puderam constatar , com o super equipamento do José Carlos, que qualidade fantástica de som ela pode produzir, "apesar de possuirem conversão A/D no seu interior". Para mim a mídia analógica tem os seus dias contados, não vai sobreviver a não ser nos museus de ciência e tecnologia.
Abraços, Dantas  " Texto de Carlos Dantas


Post33...http://www.htforum.com/forum/threads/cd-vs-vinil-audicao-comparativa.20338/page-2#post-279548
"  Amigos,

Como entusiasta do vinil que sou  feliz gostaria de participar deste embate! Primeiramente, gostaria de dizer que até concordo com a afirmação de que os CDs são péssimamente masterizados e isso seria o motivo da diferença. Pela minha experiência, sim e não! Possuo aqui em casa alguns LPs (de 180 g ou nacionais) dos quais possuo também as versões em CD. 
E posso dizer que em todas, mas em todas elas, o CD perde feio para o LP. É exatamente aquilo que o Magus falou: o realismo , a musicalidade e a dinâmica põem o CD em maus lençóis. Vamos aos exemplos: Lp 180 gr The Eduard Simon Group - Beauty Within - Gravadora Audioquest versus o CD , dito Audiófilo, ambos "prensados " a partir da mesma master. Posso afirmar que nunca consegui ouvir mais do que uns 2 minutos da versão em CD, pois o som é extremamente irritante, artificial, e com agudos que agridem os tímpanos. A versão em LP impressiona pela dinâmica real e explosão dos agudos, bem como os graves rápidos e com pegada, ausentes na versão em CD. Possuo ainda mais 3 LPs de 180gr da Audioquest em que possuo respectivas versões em CD, e em todas, de uma maneira ou de outra, o quadro é o mesmo. 

Talvez a diferença mais marcante seja no LP de Kei Akagi - Mirror Puzzle (Audioquest), que é um pianista, e o piano soa muito mais verossímel e com maior sustentação do timbre do que com o CD. Quanto ao palco, em todas as versões o Lp se apresenta mais amplo e arejado.

Agora vamos partir para algo mais Trash em termos de qualidade, para não dizerem que o Lp foi beneficiado pela normalização dos CDs. Acho que todos aqui concordam que a esmagadora maioria das gravações do Iron Maiden são péssimas, com dinâmica muito restrita, pelo próprio estilo de música que tocam. Tenho Todos os LPs do Iron Maiden (até a saida do Adrian Smith.... ) nacionais (não preciso falar mais, não é?) e todos os CDs dos respectivos LPs. Não preciso nem dizer que só ouço os LPs. Detalhe: todos os Cds são de uma série especial que a Castle Records lançou há alguns anos atrás, remasterizados a partir dos originais da EMI, portanto não são as versões originais da EMI.

Mais alguns episódios: o LP "Immaculatte Collection", da Madonna em LP é simplesmente fantástico! Som envolvente, às vezes até surgindo atrás de você , e absolutamente 3D e muito bem focado. Palco fantástico, facilmente perceptível a 180 graus! Na versão em CD nada disso acontece, ou seja , será que a masterização também acaba com a perspectiva tridimensional, ou é limitação da mídia?

Para não dizerem que só falei mal do CD, possuo o LP Pyromania, do Def Leppard (nacional) e a versão em CD, mas masterizada pelo sistema GAIN da Mobile Fidelity e prensado em CD de ouro e o som está muito, mas muito bom mesmo em relação ao LP, mas peca pela artificialidade, apesar do palco da versão em CD estar superior.

O problema no vinil está no cuidado que se deve ter com o mesmo. Ele não é Plug and Play como o CD, e talvez em função desta praticidade o CD tenha vingado , em detrimento das virtudes sônicas do LP. Vc precisa ter um disco muito bem limpo e conservado, uma cápsula de boa qualidade, muito bem instalada, um bom toca discos perfeitamente nivelado (prato e base) e um bom pré de phono. Também incluiria nesta lista de indispensáveis para audição de um Lp uma boa base antivibratória para o TD. Se vcs ainda não fizeram uma, não sabem o som que o seu TD pode desenvolver! (y) Além disso, ainda utilizo uma escovade fibra de carbono antiestática antes de cada audição e limpo a agulha com um bom produto e uma boa escova (uso o Record Research LP#9) a cada lado reproduzido. Tudo isso para ter a reprodução que tanto me agrada! Mas tem muita gente que não tem saco pra isso, e acaba pecando em algum item desses, e diz por aí que o som do vinil não é bom, etc. Acredito que esta comparação só pode ser feita com conhecimento de causa para ser válida, e acredito que o Magus acabou de presenciar a sua, daí o seu espanto!
Um abraço!  

fazambuja, 

Concordo com o Elmano! Se vc está tendo esses problemas aguma coisa está errada, e não tem nada a haver com a mídia (LP). O Rafael num post anterior citou que os LPs sofrem de distorção do meio do disco para o final. Essa distorção acontece porque a sua cápsula não está precisamente alinhada, e está gerando erro de trilhagem , que se acentua do meio do LP para o final, daí a distorção. Pode também ser originada por erro de geometria do braço (daí a importância de um bom Braço e TD). Portanto, essa distorção não está no LP, seu equipamento é que a está introduzindo! 
Agora , basta reproduzir o LP num TD com esse problema , que vc estará irreversivelmente danificando os sulcos dele, e depois o problema vai surgir em qualquer aparelho, independente da qualidade, pois a sua agulha devido ao mau ajuste, escavou literalmente a parede do sulco , danificando o som. Falo isso pois meu toca discos AP-A2C da AKAI sofre deste problema de erro de geometria. Já no meu RP-II o som é cristalino do início até o fim. "  Texto de Winston



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